Antes da pandemia o acesso aos dados do ambiente produtivo já era muito requisitado e um assunto recorrente em discussões sobre indústria 4.0 e tomada de decisão. Saber se a linha de produção está operando com a eficiência prevista por exemplo, é uma informação muito importante para diversos setores dentro de uma organização, e nem sempre esse dado é fácil de ser coletado.

Agora, com a maior parte dos colaboradores trabalhando de casa, as indústrias focam em manter a produção com o menor número de pessoas possível dentro de suas instalações. Isso demanda uma intensa quantidade de acessos remotos a sistemas de controle e softwares de gerenciamento, o que pode gerar brechas de segurança da informação, caso os sistemas não estejam preparados.

Todos os sistemas dentro de uma indústria estão sujeitos a algum tipo de vulnerabilidade, que podem estar presentes em diversos níveis, desde aplicações hospedadas em nuvem quanto em dispositivos dedicados ao controle de máquinas e atuadores de campo, o que é preocupante pois alguns ataques cibernéticos são desenvolvidos exclusivamente para atingir sistemas de controles industriais, que além de vazamento de informações preciosas podem colocar em risco a segurança dos trabalhadores e paradas de produção por tempo indeterminado. Isso significa que as chances de um ataque cibernético sempre existiram, pois uma vez que os dados estejam disponíveis em uma rede, seja interna ou conectada à internet, é possível acessá-los. Agora, com o aumento repentino de acessos remotos, a probabilidade de um ataque é muito maior caso essa mudança não seja feita de forma estruturada e planejada.

As técnicas e métodos de ataque são as mais variadas possíveis, e os principais fornecedores de automação industrial já vinham se adaptando a essa nova realidade de convergência de sistemas de IT e OT, desenvolvendo sistemas com mais complexidade de criptografia dos dados e altos níveis de rastreabilidade, além de serviços dedicados a avaliação e planejamento de políticas de defesa contra ameaças à segurança da informação.

O que antes era um recurso a mais para o gerenciamento a distância das indústrias, agora se tornou prioridade. Como garantir a produtividade com a qualidade exigida em tempos de acesso remoto, e ainda garantir segurança de informação?

O aumento da exposição dos dados, e consequente aumento do risco de perda ou acesso aos mesmos, não significa que esse seja um projeto inviável ou inatingível. Esse é o rumo natural do controle e monitoramento dos processos de fabricação e o que a pandemia fez, foi apenas acelerar esse processo de entrega dos nossos processos aos sistemas automatizados e de informação. A dependência de sistemas de informação já é uma realidade em nossas vidas, seja para fazer compras online, acessar as redes sociais e agora, cada vez mais, para tomarmos decisões sobre os processos de manufatura que somos responsáveis. O nível de cuidado com segurança de informação deverá se o mesmo e sim, existe uma solução.

A Nordika, através de sua metodologia para medição do Índice de Maturidade Tecnológica (IMT), pode avaliar com precisão qual o estado atual dos seus sistemas de controle e softwares de gerenciamento, e ajudar a sua companhia a decidir qual o melhor caminho a seguir para garantir produtividade, qualidade e segurança dos dados.

Tiago Padoan

Engenheiro de Automação da Nordika

Graduado em Engenharia Elétrica. Desenvolvimento, instalação e gerenciamento de sistemas computadorizados para o controle da produção. Possui 10 anos de experiência em projetos de automação industrial. Desenvolvimento de metodologias para adequação a indústria 4.0 e mapeamento de índice de maturidade tecnológica.